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Archive → February, 2011

Estruturas para construção civil – secção variável

 

 

O que me tem prendido o foco tem sido imaginar um sistema mono-bloco ou único que seria a estrutura de um edifício que se molda conforme as suas solicitações.
O processo seria sobretudo passivo, a reação seria natural.

Sentem no sofá violeta, cliquem no som abaixo e, continuem lendo….

 

 

Hoje as soluções mais conhecidas são de metal, betão (concreto) armado, madeira e fibras .

À partida podemos reconhecer que funcionam muito bem se os esforços colocados na estrutura forem aqueles que foram estudados previamente.

Hoje o conhecimento de geometria e forças permite que o desenho dos objetos estruturais tenham um comportamento muito bem definido e eficaz.

Os estudos são bem objetivos e consistentes naquilo que é a ação/reação do material/geometria/forças.

Agora, o desafio será obter um sistema estrutural que adequa sua geometria às forças variáveis (ok, temos algo assim como as superfícies de tensão mínima) que muda a sua forma e densidade conforme a necessidade, conforme sua capacidade de resistência.

Concordamos que um elemento que vai trabalhar sobretudo à flexão (ex. viga) a forma da sua secção vai ser determinante para a sua resistencia, soluções mistas como betão e ferro funcionam muito bem pois na área onde vai haver compressão temos o betão, onde vai existir tracção temos o ferro.

O que acontece se se inverterem as forças no sistema? o ferro até resistirá bem à compressão mas, o betão não vai resistir à tracção… não vamos nem falar se o ambiente mudar muito – tipo incêndio….

Se pensarmos um pouco sobre…. o ideal será um núcleo resistente à compressão e em volta uma camada de material resistente à tracção com papel activo, ou seja, um sistema preparado para reagir a algo que venha de todo o lado “sem ângulos mortos”.

Gosto de pensar em uma combinação perfeita com dois materiais, um externo e um interno, que se complementam. No meu imaginário tenho uma parte externa (tipo tecido) que dilata e contrai conforme a necessidade. Acho até interessante entender/dotar essa pele com “inteligência” ou seja as várias fibras dela dilatariam ou contrairiam formando uma secção diferente na estrutura conforme a reacção necessária (ver materiais inteligentes) as fibras que estou propondo seriam tipo kevlar® (ver artigo kevlar)

O material interior teria que ser algo tipo terra ou pequenos grãos…ricos em uma substancia tipo Teflon…o Teflon é o que vai manter a consistência do material pois ele vai ser comprimido para resistir aos esforços e vai ser descomprimido ou reorganizado para mudar de forma e consequente geometria da estrutura. Esse interior perfeitamente solicito com o material externo vai ser essencial e no meu conceito ele vai ter de ser diferente para a estrutura poder crescer.

Em conceito então vamos ter um…tubo…fibroso, maleável e “auto-moldável”, esse tubo para pertencer a uma rede mais complexa que vai formar a estrutura propriamente dita vamos então visualizar uma malha que irá envolver a nossa construção sugiro para este conceito uma geometria geodésica essa geometria mostra-se interessante pois permite o consume de material mínimo para maior volume interno… dominada a geometria da estrutura temos que entender o seu crescimento e também que para permitir variações volumétricas dentro da estrutura o material contido (neste momento terra + teflon) ele tem que poder se movimentar em velocidades e quantidades variáveis, tem que se manter sempre pronto para modificar sua forma e não pode agredir a pele externa.

Steve jobs at Standford 2005

 

 

Steve Jobs, 2005 Stanford

05.00 – Você tem que acreditar em qualquer coisa.
08.15 – Não perca a esperança.
10.30 – Prepare-se para morrer.
12.30 – Voz interior.
12.35 – Tudo o resto é secundário.

Crescimento empresarial com Foco

 

 

com base na pag. 59 – Época Negócios, Fevereiro 2011

Segundo Cesare Mainardi (Booz & Co) a questão é encontrar um mercado que queira o você sabe fazer de melhor.

Não podia concordar mais, no meu ramo, venda/consultoria de materiais de acabamento para construção a grande sacada é vender uma combinação de materiais que carregue consigo a assinatura da loja com a personalidade do cliente.

Então o grande foco acaba por não ser a venda imediata de produtos mas sim o seu resultado final pois, é esse que nos trás o próximo cliente.

Hoje a empresa moderna do meu ramo, faz pouco estoque ou, estoque mínimo e tenta dominar ao máximo o entendimento do estoque do fornecedor, e o transporte dos produtos até à casa do cliente. Como muitas vezes a mão de obra acaba por defraudar todo o trabalho anterior é estratégico ir até à prestação do serviço.

Hoje, o desafio em termos de “material humano” é retirar ao máximo as suas capacidades, encontrar em si a capacidade de fazer acontecer e se moldar às novas realidades, como isso se conquista? a minha teoria é 10% domina o negócio e toma decisões, 60% executa tarefas e tem capacidade de aprendizado constante, 10% são mais velhos com possibilidade de aconselhamento e 20% executa ordens…

A grande tarefa que hoje temos é objectivar as diferentes tarefas para poder dividir por pessoas (por cargos ainda é difícil pois a empresa é pequena)